Sumo sacerdote que presidiu o julgamento religioso de Jesus

Caifás

Sumo sacerdote em Jerusalém no ano em que Jesus foi crucificado, presidiu o julgamento perante o Sinédrio e declarou Jesus réu de morte por blasfêmia.

Período
Sumo sacerdote de cerca de 18 a 36 d.C.
Testamento
Novo Testamento
Onde viveu
Jerusalém
Coroa antiga e harpa sobre tecido púrpura em um salão de pedra

Caifás era o sumo sacerdote em exercício no ano em que Jesus foi julgado e crucificado, cargo de maior autoridade religiosa entre os judeus daquele tempo. É em sua casa que o Sinédrio se reúne para julgar Jesus antes de enviá-lo a Pilatos.

Genro de Anás, que havia sido sumo sacerdote antes dele, Caifás atuou em estreita ligação com o sogro durante todo o processo contra Jesus.

Quem foi Caifás?

Ocupava o cargo mais alto da liderança religiosa judaica, responsável por presidir o Sinédrio, o principal conselho religioso e jurídico da nação.

O evangelho de João registra que, já antes da prisão de Jesus, Caifás havia dito aos outros líderes que convinha que um homem morresse pelo povo, expressão que o evangelista interpreta como uma profecia involuntária sobre a morte de Jesus por todos.

Contexto bíblico

Depois da prisão no Getsêmani, Jesus é levado primeiro a Anás e depois a Caifás, onde o Sinédrio busca testemunhas falsas contra ele, sem conseguir estabelecer acusação consistente.

Diante do silêncio de Jesus, Caifás o pergunta diretamente se ele é o Cristo, o Filho de Deus, e, ao ouvir a resposta afirmativa de Jesus, rasga suas vestes e o declara réu de morte por blasfêmia.

A história de Caifás

No Sinédrio, Caifás preside a reunião em que se busca uma acusação capaz de justificar a morte de Jesus, mas as testemunhas apresentadas se contradizem.

Ao perguntar solenemente se Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, ouve a resposta afirmativa de Jesus, que ainda declara que o verão assentado à direita do Poder e vindo sobre as nuvens do céu.

Caifás rasga as vestes, ato tradicional diante de suposta blasfêmia, e o conselho concorda que Jesus é réu de morte, sendo então levado a Pilatos para que a sentença fosse executada.

Os principais acontecimentos da vida de Caifás

  1. 01

    Conselho para matar Jesus

    Caifás declara aos líderes religiosos que convém que um homem morra pelo povo, referindo-se a Jesus.

  2. 02

    O julgamento no Sinédrio

    Jesus é levado à casa de Caifás, onde o Sinédrio busca testemunhas falsas contra ele.

  3. 03

    A pergunta decisiva

    Caifás pergunta a Jesus se ele é o Cristo, o Filho de Deus, e, ao ouvir a resposta, rasga suas vestes.

  4. 04

    O envio a Pilatos

    O Sinédrio declara Jesus réu de morte e o envia a Pilatos para que a sentença seja executada.

Anos e acontecimentos importantes da vida de Caifás

  1. Nomeação como sumo sacerdote

    Assume o cargo de sumo sacerdote em Jerusalém.

  2. Conselho contra Jesus

    Declara que convém que um homem morra pelo povo.

  3. Julgamento no Sinédrio

    Preside o julgamento religioso de Jesus e o declara réu de morte por blasfêmia.

  4. Envio a Pilatos

    Encaminha Jesus a Pilatos para obter a sentença de morte.

Papel na narrativa bíblica

Caifás encarna a liderança religiosa que, mesmo ocupando o cargo de maior autoridade espiritual do povo, não reconhece Jesus como o Messias e o entrega à morte.

Sua fala sobre convir que um homem morra pelo povo é usada pelo evangelho de João como um sinal irônico do verdadeiro propósito da morte de Jesus.

Lições da vida de Caifás

  • É possível ocupar posição religiosa elevada e, ainda assim, não reconhecer a Jesus.

  • Deus pode usar até palavras de opositores para apontar para verdades maiores.

  • O verdadeiro julgamento de Jesus revela mais sobre os juízes do que sobre o próprio réu.

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Aplicação

Reflexão para a vida

A história de Caifás alerta que posição religiosa não garante discernimento espiritual. É possível conhecer as Escrituras e mesmo assim rejeitar aquele a quem elas apontam.

Perguntas frequentes sobre Caifás

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